O cara era um playboy. Calça jeans meio caída, aprecendo a borda da cueca. Camisa de marca, tênis idem. Vaidoso – perfume, barba feita, gel no cabelo, corpo sarado. O carro, um Stilo Vermelho.

“Meu carro é vermelho…eu uso o espelho pra me pentear…”
Chegamos perto do carro e ele apertou aquele fantástico botão que faz a chave aparecer no chaveiro da Fiat (e quem nunca tinha visto o tal chaveiro fez cara de “uau!”). Entramos todos e ele começou seu ritual tira-onda obrigatório na presença de qualquer nova tripulação do seu possante:
1. abriu o teto solar;
2. abriu o porta-luvas e ficou alguns segundos em dúvida sobre qual dos 10 óculos de sol colocar;
3. Escolheu o Ray Ban prateado. Colocou, olhou no retrovisor, virou para o banco de trás para que as garotas pudessem ver o quão irrestítivel ele ficava daquele jeito e perguntou “Vamos lá?” – necessário pra que as marias-gasolina suspirassem e respondessem sorrindo “Aham!”.

Eu não sou demais, garotas?!
4. Escolheu um cd, colocou dentro do som, aumentou o volume. Nesses poucos segundos, pairou aquele suspense – qual hit da moda vai tocar? Hip hop? Funk? … Por fim, ele dá play e sai acelerando o carro.
Tudo certo. O problema é que tocou Be Good to Me da Ashley Tisdale ao máximo volume. E pra mim é um problema um cara que paga de machão e ouve música de artistas de High School Musical.
Pronto, falei.